MENOS TEMPO QUE LUGAR

Por Alfons Hug

Um misterioso poema de Mario Benedetti inspira um projeto que investiga, com recursos contemporâneos, o bicentenário da independência da América Hispânica que se celebra, em 2010, na Argentina, no Chile, na Colômbia e no México.

A exposição que apresentamos é, por um lado, uma cartografia, que obedece a uma dramaturgia geográfica e permite que diferentes países do continente desfilem perante nós.

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A PINTURA DE MARINA TERRA

Por Ana Zavadil
As telas de Marina Terra nos remetem à pintura figurativa do movimento realista. A exatidão do desenho e a posterior pintura estão no âmbito desta vertente surgida no século XIX, na França como oposição ao Romantismo e corresponde à passagem do belo e do ideal para o real e objetivo. Os preceitos acadêmicos compreendiam obras realizadas em duas etapas: o esboço (ao ar livre) e a pintura cuidadosa no atelier promovidos pela captação da realidade, conferindo-lhes fidelidade à imagem. A artista procede desta forma: desenha a carvão e depois pinta a óleo. No caso de Marina ela abastece-se de um banco de imagens próprias escolhidas previamente. A pintura nos envolve pela delicadeza das pinceladas e manchas, ora apresentando-se de modo suave em cenas bucólicas, ora em cores vibrantes de figuras sensuais ou nuas.

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A CIDADE QUE NÃO VEMOS

Por Ana Zavadil
A arte sempre teve por vocação abrir na história espaços para novos olhares, produzindo imagens críticas que provoquem um verdadeiro despertar.
Edson Luiz André de Souza

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NOVOS DESENHOS NO NOVO ATELIER

Por Ana Zavadil
Tal como o fluxo contínuo do rio de Heráclito, nunca se desenha o mesmo desenho, nunca o traço da linha será igual. Em permanente mutação, a natureza do desenho é sempre a mesma e sempre outra.
Edith Derdyck

O desenho e a escultura de Antônio Augusto Bueno apresentam-se em novas tramas de singular beleza e tanto numa linguagem como na outra as linhas constituem a essência da composição.
A exposição que relaciona os novos trabalhos ao novo espaço expositivo foi construída no decorrer do último ano. Este novo lugar: o Atelier Jabutipê abriga a multiplicidade de trabalhos em desenho sutilmente reinventados e abre as portas para a socialização da arte e para a renovação do circuito artístico. Em suas proposições focaliza o jovem artista nas experimentações, projeta nichos de ensino, de debate, de produção e de circulação de obras.

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ARTE, DESIGN E MODA: DIÁLOGOS

Por Ana Zavadil
Os discursos visuais e verbais que esta exposição estabelece propõem novas visões influenciadoras e amplificadoras no que diz respeito à interlocução entre os vários campos de conhecimento: a arte, o design e a moda. As três práxis estão aqui representadas por um diálogo ajustado, revelando por meio das obras, características singulares de procedimentos criativos inseridos na forma de produção contemporânea que é múltipla, híbrida e miscigenada.

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DESENHOS - PROCESSOS

Por Ana Zavadil
O processo poético de Claudia Hamerski, numa primeira etapa, deu-se através do desenho com o uso da fotografia para ajudar na sua concepção. Nessa série de trabalhos vamos conhecer o resultado de sua pesquisa desenvolvida durante o último ano, onde o desenho ainda é a linguagem principal, porém estabelece conexões com outros meios, tanto técnicos quanto formais.

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DUALIDADES

Por Ana Zavadil
As obras desta exposição aparecem aos pares ou em conjuntos e revelam a troca e/ou confronto entre a realidade e o imaginário. Os artistas Adriana Daccache, Antônio Augusto Bueno, Kátia Costa e Rodrigo Núñez criam armadilhas, em sutis contrapontos, para instigar a nossa reflexão. O dualismo expressa o paradoxo entre o ser e o não ser de maneira concomitante. A estética saída do cotidiano na forma de apropriações constitui instalações que dialogam com os desenhos e as esculturas formando um conjunto de obras idealizado para sugerir dualidades.

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O MUNDO COMO DEVIR IMAGEM

Por Alexandre Santos
Ao brincar com a noção da arte constituindo-se como uma janela para o mundo, Luciano Laner nos convida a pensar sobre a tradição representativa do Ocidente. De certo modo, é da paisagem que ele nos fala, ainda que a sua provocação parta daquilo que é próprio da imagem fotográfica em contrapartida à pintura: o enquadramento e o fora de campo. Se, em termos de fotografia, o exercício do enquadramento implica sempre percebermos que existe a contrapartida do fora de campo, ou seja, de que existe algo que ficou além do recorte na tomada, uma imagem que aponta para o céu pode muito bem constituir-se como um fora de campo intencional.

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COMEÇO, MEIO E FIM: desenhos pintados sobre tela

Por Ana Zavadil
O desenho é a linguagem plástica de Fabriano Rocha. Nesta série de trabalhos não existe um tema específico e sim um pretexto para desenhar: estes desenhos são elaborados em tinta acrílica sobre tela.

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A AVENTURA PICTÓRICA

Por Ana Zavadil
As pinturas de Celma Paese nos propõem um vôo inusitado e as amarras que nos prendem a terra são desfeitas para nos conduzir ao mundo onde a emoção estética transborda revelada através da matéria e da cor. A associação com qualquer imagem que possa ser encontrada na natureza consolida o abstracionismo, e este abarca o dinamismo das formas e a vivacidade das cores sobre a superfície pictórica.

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LINHAS DE PERCURSO

Por Ana Zavadil
O foco deste texto é trazer reflexões sobre a série de fotografias da artista Kátia Costa, intitulada [MOVE_VERSÃO_2.0_PED], criada pela repetição de imagens que se articulam para compor conjuntos de trabalhos da exposição. Com a intenção de elucidar questões relativas à práxis, é pertinente analisar o processo criativo por meio do qual a obra se faz e, inclusive, o conceito de repetição como o seu instaurador.

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UM DIA ENTRE ABRIL E JUNHO

Por Ana Zavadil
O tempo é como um rio que corre do passado para o futuro. Não sabemos exatamente onde ele habita ou, se na verdade, somos nós que o habitamos. Quem quer que passe, seja o tempo ou o ser, em sua trajetória deixa as marcas desta passagem: a ausência e a presença são construídas por lembranças e/ou momentos carregados de memórias.

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A TRAMA DA IMAGEM

Por Ana Zavadil
O vocabulário plástico de Kátia Costa é formado por trabalhos interativos voltados a construção de objetos que ocupam e transformam o espaço, pois ela os constrói dentro de outros espaços. Os verbos conjugados por esta inquieta artista são: fotografar, guardar, aparecer, desaparecer, multiplicar, lembrar, interagir, entre os vários que possuem um significado em sua trajetória.

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ETÉREOS e CONDENSADOS

Por Ana Zavadil
A pintura de Diego Nolasco desdobra-se assinalando características distintas constituídas por silêncios e murmúrios. A primeira é provocada pela indagação sobre a ausência de um objeto reconhecível e...

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A PASSAGEM

Por Ana Zavadil
Os trabalhos que constituem esta exposição nos conduzem a reflexões sobre a nossa existência e a nossa passagem pela vida. O diálogo do que está lançado nos trabalhos ratificam o quanto somos paradoxa...

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BORBOLETAS

Por Ana Zavadil
A fotografia congela o instante do movimento das asas da borboleta. A imagem capturada registra um tempo que se transformará em outros tempos e uma cena de indizível beleza no movimento da bailarina...

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TRAMAS DO OLHAR

Por Ana Zavadil
A rede de linhas que transforma o espaço, estendendo-se além dos limites do visível sugere dois momentos: o do olhar aproximado e o do olhar distanciado. No primeiro caso, vamos nos ater no detalhe...

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NAS ENTRELINHAS DO DESENHO

Por Ana Zavadil
A ação artística dos integrantes desta mostra desenvolve-se no campo do desenho. Cada um, dono de uma singularidade em seu processo criativo, apresenta uma trajetória dedicada a esta técnica...

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VISLUMBRES DA LINHA II

Por Ana Zavadil
Os desenhos de Fernanda Branchelli têm uma pitada de tudo que se leu no belo texto de Ester Grinspum ( 2007,p.107). A artista lança suas linhas no espaço do papel sem ter uma pré-concepção do resulta...

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QUATRO POR UM

Por Ana Zavadil
Quatro artistas, quatro linguagens diferentes: a escultura, a fotografia, a gravura e a pintura; um mesmo signo tecendo uma proposta de exposição: o quadrado foi eleito o signo para os artistas...

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