PROJETO IN FOTO

Por Ana Zavadil
O projeto INFOTO, idealizado pela artista visual e fotógrafa Kátia Costa, tem como objetivo mapear artistas que trabalham com fotografia em suas produções autorais. O trabalho tem como premissas a apropriação e a difusão; a primeira porque cada artista apropria-se da imagem do outro para constituir a sua; a segunda porque o trabalho propaga-se em uma rede de sentidos ultrapassando fronteiras para atingir novos lugares e públicos. A intenção da criadora é que ele migre “ad infinitum”.


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TESSITURAS

Por Ana Zavadil
O ato de tramar por meio da linha é o elo comum que cria afinidades entre os trabalhos desta exposição. As tramas tecem conceitos gerados através dos resultados, e as tessituras modulam as poéticas de Alexandra Eckert, Beatriz Dagnese, Fabriano Rocha, Rogério Livi e Rosane Morais. A repetição, seja ela do gesto, seja de um mesmo elemento formal, está presente nos processos operatórios (formal e poético), assim como o tempo que, ligado intrinsecamente à maneira de trabalhar de cada um, tece o gesto Criativo, nutrindo as obras de qualidades específicas, e cria o diálogo entre elas.

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PERSONAGENS DO MUSEU

Por Ana Zavadil
As pinturas de Giaquinto provocam a suspensão do olhar, pulverizando a sua acuidade quando passeia pelas formas coloridas sobre as superfícies pictóricas, pois estas parecem em movimento, apesar de suas estruturas estáticas, devido à mudança sutil das cores, ocasionada tanto pelo deslocamento do observador quanto pela maneira como são distribuídas no espaço, com um leve arredondamento do suporte.

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AVATAR

Por Ana Zavadil
A produção de desenhos de Sérgio Wischral, concebida para esta mostra intitulada Avatar, é referenciada em esculturas de personagens da História e da Mitologia. O motivo para tal escolha está relacionado com a Arquitetura, atividade que exerce há muitos anos. Na Arte, o foco de interesse de suas pesquisas está na figura humana, seja ela sob a forma de esculturas, seja sob forma de desenho. As imagens dos desenhos foram criadas a partir de fotografias integrantes de uma vasta coleção particular, registro de visitas a museus, principalmente da Europa.

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ESPAÇO LÚDICO

Por Ana Zavadil
A mostra apresenta os trabalhos dos artistas visuais Bruno Borne, Leonardo Fanzelau, Letícia Lau, Walter Karwatzki e Yara Baungarten. As fotografias, objetos e vídeo têm como foco o lúdico na arte contemporânea e instigam a travessia do nosso imaginário através de um tempo lúdico, em que é preciso abandonar a pressa e deixar-se levar pelo prazer do instante.

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POESIA EM FORMA DE COR

Por Ana Zavadil
A poética de Angela Zaffari aponta uma possibilidade da pintura
contemporânea, em que a cor é energia, vibração, e o quadrado é o elemento
que sustenta a sua estrutura. As pinturas refletem a temática da cor. A cor,
como exercício da própria cor, resplandece através da luz e das combinações
cromáticas.

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METAMORFOSES

Por Ana Zavadil
A metamorfose indica mudança, transformação. Como na gênese da
borboleta que troca de aparência várias vezes em seu ciclo de vida, Magna
Sperb transmuta a sua poética, pois ela também sai do ovo para chegar à
imago. As imagens da exposição representam o amadurecimento de seu
processo criativo. Das pinturas que remete a estereótipos de beleza, ela chega
à fotografia em que o belo aparece contaminado em sua essência.

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ARMADILHAS DO IMAGINÁRIO

Por Ana Zavadil
O universo intenso e dinâmico de traços e linhas, em uma variedade de direções e movimentos, constitui o trabalho poético de Beatriz Dagnese.

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PEQUENAS ESFINGES

Por Eunice Grumon
Há vários anos, Nakle trabalha o bronze com mestria. Agora, agregando o vidro a suas obras, resistiu ao recurso fácil da transparência oferecida pelo material. Até mesmo sua característica fragilidade somente é lembrada nestas peças pelo contraste com o metal. O vidro entra aqui como cor, brilho, possibilidade ainda maior de gerar formas orgânicas, como símbolo do efêmero: fogo, botão de flor.

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FELICIDADE

Por Ana Zavadil
O jogo de imagens das portas duplas provoca uma inquietude estranhamente familiar, uma espécie de temor que se instala causado pelas imagens, pois o olhar que nos olha rebatido como em um espelho chega até o âmago e nos coloca, inelutavelmente, diante da angústia da morte.

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DESENHANDO NO ESPAÇO

Por Ana Zavadil
A forma tecida pela agregação de gravetos cresce e apropria-se do espaço, distendendo-se, deixando rastros, abrindo-se às novas possibilidades. O ato de tecer a trama é repetir o gesto e/ou a ação para trazer a diferença, pois nela são percebidos valores diferentes como no desenho: linhas grossas, finas, sinuosas, nichos de puro encantamento que necessitam do olhar atento para perceber as especificidades da matéria.

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IDENTIDADE EM CORES

Por Ana Zavadil
O jogo formal e o lúdico estão inseridos na produção cognoscitiva do objeto na
arte contemporânea. Giana Kummer traz para esta mostra os dois elementos, em que
o universo pueril da infância, estrelado por seu cavalo, o protagonista das histórias –
animal vigoroso e avantajado – envolvido em cenas singelas do cotidiano nos remetem
às imagens dos livros infantis. O colorido intenso e o convite à reorganização do
espaço por meio das cartas pode ser um convite à virada do jogo. As cartas são
pequenas pinturas empilháveis que formam um castelo de cartas, aquele que todos
nós já erguemos um dia.

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MNEMONIA – artifícios para o olhar

Por Ana Zavadil
A linha fotográfica ininterrupta nos propõe uma investigação detalhada sobre o seu conteúdo. O estranhamento causado pelas imagens provoca o nosso imaginário, pois elas não se oferecem facilmente. O olhar precisa perder-se na distância e adentrar nas camadas de tempo sobrepostas para absorvê-las em sua totalidade. Alex Sevilla sugere a visão sequencial para desvelar os segredos das imagens, já que as fotografias contam histórias sobre elas, dentro delas e com elas.

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SOBRE FOTOGRAFIAS

Por Ana Zavadil
“Fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração.” Henri Cartier-Bresson As práticas fotográficas pontuam os trabalhos desta exposição de diferentes maneiras, em que a originalidade está nos valores e conceitos que elas suscitam, agenciando olhares, criando passagens entre territórios e construindo proposições artísticas de inegável valor plástico e técnico, muito mais do que uma imagem sobre o papel. As imagens aparentemente silenciosas provocam e se direcionam para uma infinidade de discursos sobre elas.

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DETALHE ÍNTIMO

Por Ana Zavadil
As pinturas de Marina Terra parecem pertencer, em um primeiro olhar, à tradição do retrato, em que as pessoas são representadas tal como o pintor as vê e são comparadas, pelo observador, ao repertório de imagens guardadas pelo inconsciente coletivo, ou seja, guardados pela memória. As figuras femininas alargam esse horizonte de pertencimento quando se apresentam em recortes inusitados, valorizando os ornamentos.

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A MATERIALIDADE DO DESENHO

Por Ana Zavadil
Pois o que faz o desenhista? Aproxima duas matérias; empurra suavemente o lápis preto em direção ao papel. Nada mais. A coesão do grafite é então solicitada à adesão pelo papel imaculado. O papel é despertado do seu sono de candura, despertado de seu pesadelo branco. A que distância começa o mútuo apelo, o íntimo apelo do preto e do branco? A partir de que limite a adesão extrovertida ultrapassa a coesão introvertida?
Gaston Bachelard


Falar de materialidade do desenho implica olhar profundamente através das camadas que o constitui, percebendo as diferentes matérias que se originam de ações precisas e estão no mesmo espaço/ tempo.

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ENTRE LINHAS

Por Ana Zavadil
A leitura desta exposição permite entrar na singularidade de cada artista, ou seja, no fazer específico de cada um. Sem um tema estabelecido, o objetivo é mostrar as potencialidades do desenho em suas diversidades técnicas em que cada artista tem uma pesquisa, um ritmo de trabalho e um resultado final.

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MENOS TEMPO QUE LUGAR

Por Alfons Hug

Um misterioso poema de Mario Benedetti inspira um projeto que investiga, com recursos contemporâneos, o bicentenário da independência da América Hispânica que se celebra, em 2010, na Argentina, no Chile, na Colômbia e no México.

A exposição que apresentamos é, por um lado, uma cartografia, que obedece a uma dramaturgia geográfica e permite que diferentes países do continente desfilem perante nós.

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A PINTURA DE MARINA TERRA

Por Ana Zavadil
As telas de Marina Terra nos remetem à pintura figurativa do movimento realista. A exatidão do desenho e a posterior pintura estão no âmbito desta vertente surgida no século XIX, na França como oposição ao Romantismo e corresponde à passagem do belo e do ideal para o real e objetivo. Os preceitos acadêmicos compreendiam obras realizadas em duas etapas: o esboço (ao ar livre) e a pintura cuidadosa no atelier promovidos pela captação da realidade, conferindo-lhes fidelidade à imagem. A artista procede desta forma: desenha a carvão e depois pinta a óleo. No caso de Marina ela abastece-se de um banco de imagens próprias escolhidas previamente. A pintura nos envolve pela delicadeza das pinceladas e manchas, ora apresentando-se de modo suave em cenas bucólicas, ora em cores vibrantes de figuras sensuais ou nuas.

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A CIDADE QUE NÃO VEMOS

Por Ana Zavadil
A arte sempre teve por vocação abrir na história espaços para novos olhares, produzindo imagens críticas que provoquem um verdadeiro despertar.
Edson Luiz André de Souza

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